sábado, 19 de junho de 2010

Confusion.


Distraída eu olhava para todos os lados sem saber por onde caminhar. Sem saber o que procurava, ou se estava a procura de algo. A demora me consumia e em torno disso eu já não estava mais em meu juízo perfeito. Minha cabeça girava. Não mais sabia se pensava. Doía. Fechei os meus olhos na esperança de que tudo aquilo se removesse dos meus pensamentos. Não conseguia mais pensar em alguma coisa fixa. Eram pensamentos que já tinha vindo a minha mente antes mais que nunca dei a devida importância a eles. E agora eles me perturbavam. Sempre com o mesmo sonho e sempre com as mesmas lembranças. E ambos se confundiam dentro de mim. Já não sabia mais o que era sonho ou o que era real e vice-versa. Era difícil de não assimilá-los. Eles sempre me levavam ao mesmo ponto. Ao mesmo circulo giratório que em um angulo de 360° graus sempre daria voltas. Sempre dá voltas. E essas voltas não me levam a lugar nenhum. Já que novamente a coisa anda em círculos e não saí de minha cabeça.
Mas o que seria essa coisa que deveras me perturba?. Seria a falta do onipotente, do desejo de acreditar em algo?. Seria as ''não'' respostas para as minhas inúmeras perguntas?. Ou apenas seria o fato de que eu já não me lembro muito bem do que se passou, e de tanto tentar me lembrar acabo por vez de me esquecer de outras coisas que seriam fundamentais. Que eram fundamentais. E hoje já não sei mais o que elas são. Já não encontro nem ''perguntas'' para as minhas respostas ensaiadas.
Pego uma revista qualquer, em um dia qualquer e começo a rabiscar no canto do fim da pagina de uma folha cheia de desenhos de flores e propagandas. Folheio mais não absorvo nem 10% do que está escrito ali. Não me interessa muito saber do que não é a minha realidade ou o meu sonho. Talvez (confusão) seja o meu estado de espírito. Só sei que não consigo muito sair desse estado. E quem sabe sempre fique pressa a ele.

Nenhum comentário:

Postar um comentário